quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O sistema operacional do cérebro


Carros voadores, máquina do tempo, tele-transporte, pessoas vivendo em Marte... esqueça tudo isso. Esses pensamentos e visões do futuro de muita gente já podem ser considerados obsoletos. Mais do que obsoletos, são ingênuos. Hoje uma coisa abstrata move centenas de bilhões de dólares por ano e causa uma evolução contínua de aparelhos, máquinas e softwares: a coisa abstrata é a informação. Somos ávidos por ela. Graças a nossa fome insaciável por informação hoje possuímos internet, telefone celular, e-mail, computadores, Ipad, Iphone, SMS, Twitter, streaming... é quase impossível não ficar informado hoje. Nós somos cercados de aparelhos interconectados entre si, vorazes assimiladores de dados.

Antes do nascimento do Windows acreditava-se que o hardware (a parte física do computador, o que se pode tocar) era que tinha capacidade de controlar o sistema. A partir do Windows essa metodologia foi invertida e esse foi o diferencial que levou esse sistema a ser o mais difundido em todo o mundo (além de uma brilhante cláusula imposta pelo tio Bill no contrato com a IBM, nos primórdios do TI business).

O que ninguém, talvez, ainda não tenha ousado em fazer é compara a funcionalidade de um sistema operacional com o cérebro humano. Veja a sistemática de leitura de um CD comparada com a leitura de um livro pelo ser humano.

CD
Dispositivo físico rígido com capacidade de armazenamento limitada onde são armazenados os dados de uma gravação qualquer. É posto em um dispositivo de leitura composto de uma lente emissora de raio laser que é lançado na parte "espelhada" do disco que que gira em torno de si. O raio laser bate na parte espelhada, e retorna à lente levando os sinais captados, que são transportados para um processador que assimila os dados da leitura transformando-os posteriormente em ruídos audíveis para ao ser humano.

LEITURA DE UM LIVRO
Livro é um dispositivo geralmente feito de papel (existem variações feitas de Ipad, Kindle e plástico ou das três coisas ao mesmo tempo) com capacidade de armazenamento variável e, no caso dos livros, essa capacidade não é definida por nenhuma nomenclatura mas podemos chamar de 'número de páginas'. A leitura é feita através da visão humana que capta as informações dispostas em formas geométricas convencionadas chamadas de letras. A junção das letras formam as palavras, que formam frases que dão sentido a leitura e passam uma determinada informação. Mesmo lendo em silêncio uma vozinha sempre lhe acompanha na leitura. Geralmente essa "vozinha" que lê o livro por você é sua. Essa voz é gerada pelo seu cérebro que possui um poderoso SISTEMA OPERACIONAL.

Fiz uma comparação tosca da leitura de um disco com a leitura de um livro para você ver como o funcionamento de um computador tem muito em comum com o funcionamento de um cérebro humano. O que ninguém talvez ainda ousou fazer foi mapear esse sistema e descobrir o poder que ele tem. E as comparações vão além. Sabemos que forma como os dados de um computador são armazenados e as informações são chegadas até o processador. São os formosos zeros e uns que juntos formam os bytes que dão sentido ao um processador. Mas ninguém sabe que tipos de dados viajam pela quase infinita rede de neurônios do cérebro ou como as informações que captamos do mundo são armazenadas. Não definimos a capacidade de armazenamento do nosso HD. Não sabemos se esse sistema cerebral sofre atualizações no decorrer do tempo, se são adaptáveis. E nosso "subconciente" pode ser comparado com uma BIOS? Todos os sistemas são iguais?

Imaginem a possibilidade que teríamos se desvendássemos esse sistema. Programaríamos pessoas? Quem sabe. Fica aqui, então, mais uma ideia para ser posto no hall de carros voadores e viagens marcianas pra quem ainda assiste a família Jatsons. Quem sabe o Freud tentou explicar alguma coisa e a gente não entendeu...

Um comentário:

jonhpds disse...

as pessoas deviam pensar nisso,desvendar o sistema operacional do cérebro humano seria algo muito bom para o mundo