domingo, 6 de novembro de 2011

Minhas considerações sobre a vida (até o momento) - PARTE 1

MINHAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O $DINHEIRO$
Lembro-me bastante claramente quando a minha mãe pela primeira vez perguntou o que eu queria ser quando crescesse. Contradizendo todas as crianças com a minha faixa de idade na época, mais ou menos 5 anos, que invariavelmente responderiam que queriam ser médico, eu respondi ingenuamente que queria ser rico. Obviamente isso não é uma profissão mas talvez eu tenha pensado que trabalhando com qualquer coisa eu poderia ser rico um dia. Depois disso eu decidi que queria ser motorista de caminhão de lixo (eu achava o máximo aquele caminhão!).

Claro que nessa época eu vivia no mundo da televisão onde tudo parecia muito fácil. Sim, eu acreditava que tudo que passava na televisão era real. Achava que o nome dos personagens das novelas era de fato o nome da pessoa que as interpretava. Acreditava em Papai Noel até o dia em que "ele" me deu uma bicicleta. Fiquei procurando o lugar de onde o Papai Noel deveria ter entrado na minha casa com um objeto tão grande sem fazer barulho e sem deixar o mínimo de vestígios. Me achava um super homem incapaz de ser assaltado na rua. Eu era muito mais forte do que qualquer criminoso que aparecesse na minha frente. Com relação a de onde vinham os bebês, sinceramente, acho que isso nunca chamou muito a minha atenção. Via mulheres grávidas mas nunca parei pra pensar nem questionar os outros sobre como isso acontecia.

Com o passar do tempo você passa a perceber que a vida não é bem assim. No sistema em que vivemos há uma espécie de "força gravitacional" que puxa você pro lado oposto ao da riqueza, e isso faz com que você trabalhe bastante e não fique rico. De lá pra cá já se passaram 20 anos e de acordo com as minhas previsões de infância, que eu lembro muito bem, eu já deveria está gozando da minha riqueza, casado e com filho(s). Eu ficava imaginando de como seria minha vida quando estivesse na casa dos 20 ou 30 anos, tudo seria diferente. Eu me sentiria, de certa forma, liberto, de uma vez por todas, livre da obrigação da escola e trabalhando com aquilo que eu queria (mesmo que eu não tivesse a mínima ideia do que fosse). Eu tinha uma visão muito clara sobre o meu futuro.

Analisando 20 anos que já se passaram vejo que não mudou muita coisa. Eu trabalho e continuo estudando. E provavelmente vou passar o resto da minha vida fazendo basicamente isso até me aposentar e passar somente a estudar (previsão pra daqui a 30 ou 40 anos). Com o passar do tempo você passa a perceber coisas bizarras do mundo aí quando você dizia pro seus pais que queria crescer logo e eles lhe repreendiam, aquela repreensão passa a ter sentido agora. Quando você chega na adolescência e já se sente responsável suficiente pelos seus atos, mesmo que seus pais não aprovem isso, você passa a ser rebelde por uma única causa: a busca da liberdade. Você se sente capaz de sair com seus amigos para uma festa e voltar ileso, você se sente forte e responsável o suficiente pra isso. Entretanto quando você cresce, você continua buscando a liberdade.

Talvez essa coisa de liberdade seja uma utopia. Sabe aqueles desenhos animados onde o cavalo anda com uma cenoura pendurada numa vara e essa vara fica colada nas costas do cavalo em forma de vara de pescar de modo que, o cavalo consegue enxergar a cenoura e tenta alcançá-la correndo cada vez mais rápido? A cenoura pra nós seria a liberdade. Sempre parece que está cada vez mais próxima mas você nunca consegue alcançá-la. Sempre que se desata um nó fazem-se outros três. Outro detalhe que você passa a perceber quando cresce é que todos os seus passos estão sendo controlados. Parece que tudo que acontece com você, tudo, já foi meticulosamente planejado para que fosse executado daquela forma.

Muitas pessoas acham que isso é besteira e outras até entendem e deixam isso de lado. Realmente é mais fácil você se adaptar com a realidade, aceitando-a pacificamente tudo que lhe é imposto, do que ir contra ela. E me parece que as pessoas que são capazes de questionar a realidade estão ficando cada vez mais escassas. É muito mais fácil você achar um caso que se passou no passado como Che Guevara, Gandhi e Matin Luther King, do que exemplos mais recentes. Isso é ruim porque me parece que estamos sendo domados completamente. Mas, pensando bem, essa falta de questionamento também pode ser uma mudança na forma de protesto das pessoas. Vou me aprofundar nisso posteriormente.

A visão que tenho hoje da vida é de estamos navegando em alto-mar. Poucas pessoas no mundo sabem que não há oportunidades pra todo mundo. O sistema hoje é feito pra que alguns tenham e outros morram de fome. Literalmente morram de fome. Nesse mar existe um barco pequeno e nesse barco ficam os que entenderam como funciona a coisa. A maioria fica à deriva, nadando e, alguns ainda podem usufruir de um frágil bote salva-vidas. Contraditoriamente esse barco só permanece flutuando com a força e a carne daqueles que ficam à deriva. Ou seja, aqueles que não possuem nem um colete para boiar sustentam aqueles que sabem como o sistema funciona. E o sistema possui muitos mecanismos pra fazer esse pessoal todo trabalhar sem reclamar. Eles colocam na cabeça deles que um dia eles estarão dentro do barco mas sabe que isso é impossível. E se um dia você entender como tudo isso funciona, os que estão no barco farão de tudo pra que você não suba lá.


E aí eu volto naquela pergunta que minha mãe me fez quando eu tinha 5 anos: o que você quer ser quando crescer? Sem perceber eu já estava sendo alienado pelo sistema. Os mecanismos do sistema funcionam de forma direcionada, iniciando na infância e cuidando pra que você nunca questione o porque de estar fazendo esse ou outro trabalho. Ou de não está fazendo trabalho nenhum porque chega o momento em que não vai ter mais trabalho pra você. Aí o sistema possui altos e baixos, como uma maré, que é pra dar oportunidade para todos os que estão no barco de tirar um pouco mais de proveito em detrimento dos outros que o já fizeram. Sabe quando tem uma crise e um monte de banqueiro fica pobre da noite pro dia mas você ouve dizer que outro monte de banqueiro ficou rico na mesma hora? As crises existem pra equalizar o poder dos que estão no barco dando oportunidade pra todos. Os que ficaram pobre, na realidade, só cederam sua vez de ganhar muito mais dinheiro do que se poderia gastar pra o outro. Dessa forma há uma equidade de poderes e todos ficam em paz. Pra quem fica de fora do barco, à mercê de todas as intempéries da maré, as crises são sempre momentos difíceis onde muitos vão a pique.

Mas aí tem um problema. Quando há uma crise no sistema, ou seja, quando chega a hora daquele que estava tirando o máximo proveito do sistema passar sua vez para o outro, se esse primeiro se recusar a deixar sua posição, poderemos ter uma guerra. O mundo não é belo como na televisão. As pessoas morrem de verdade, sim. E na realidade, muitas vezes morrem por motivos absurdamente banais. Em uma guerra, por exemplo, o indivíduo é obrigado a lutar e muitas vezes morrer por um motivo que não lhe dizem respeito pessoalmente. Ou seja, morrem para atingir o objetivo dos outros. Que sacanas, hem!?


Há um meio de mudar tudo isso? Acredito que não há nada no mundo que não possa ser mudado - exceto a natureza. Tudo que é criado pelo homem pode ser repensado e modificado. Assim como aqueles mártires que já citei iniciaram uma revolução e conseguiram mudar aquilo que eles acreditavam que estava errado, nós podemos questionar a realidade o modificá-la de modo que, no mínimo, se pense em igualdade. As revoluções de hoje em diante não serão conhecidas pelo nome de uma só pessoa. Com o advento da internet isso ficou bastante claro de como será de agora em diante. As organizações em prol de um objetivo irá partir da coletividade o que dá muito mais força e agilidade na busca de um objetivo. Os eventos recentes no Egito na Líbia, embora nestes casos houvessem bastante uso da força armada, que pessoalmente desaprovo, dá uma previsão da força do colaborativismo que a sociedade possui.

E pra terminar cito uma historinha que ouvi há muito tempo e que muita gente deve conhecer.

"Houve um incêndio na floresta e todos os animais fugiram. Uma leoa passou a observar um beija-flor que ia no rio, bicava um punhadinho de água e levava de volta à floresta. Curiosa, a leoa perguntou para o bejia-flor:
- O que você está fazendo?
- Estou tentando apagar o incêndio! - Respondeu o beija-flor.
- KKKKK, mas você acha que vai conseguir apagar o incêndio levando essa quantidade de água? Isto está descontrolado! - Retrucou a leoa.
- Sei que não vou conseguir apagar este incêndio sozinho, isso é impossível, mas eu estou fazendo a minha parte."
Dedico este texto aos meus amigos e esta historinha as pessoas que costumam jogar lixo na rua.


As formigas que me perdoem mas, nós somos muito melhores!!!


Sugestão de filme: Capitalismo, uma história de amor - Michel Moore
http://www.filmesonlinebr.net/capitalismo-uma-historia-de-amor-legendado/

domingo, 21 de agosto de 2011

Editoras, preparem-se: A PIRATARIA AGORA MIRA EM VOCÊS!!!



Assim foi apresentado ao mundo o iPad, o computador super-portátil desenvolvido pela Apple. Inicialmente seria só um concorrente do Amazon Kindle, desenvolvido pelo gigante do varejo eletrônico americano feito essencialmente para ler e-books, livros eletrônicos. O problema está aí.

A indústria fonográfica ruiu diante do MP3 e prevejo que o mesmo pode acontecer com as editoras de livros. A essência da coisa é a mesma: no caso do CD as pessoas estavam muito mais interessadas em ouvir (curtir) o seu conteúdo do que possuir o CD físico. Com o livro é exatamente a mesma coisa. Com a possibilidade de transformar o conteúdo de um livro em dados digitais que podem ser enviados e copiados com a mesma velocidade que aconteceu com a música em MP3, as editoras deveriam se preocupar com isso.

Mas há ainda um problema maior. Como tudo no meio digital/tecnológico se tornou um tanto quanto POP, vai ser POP ler um livro, vai virar moda. Somando isso com a explosão de tablets produzido pela China, a morte da indústria editorial vai ser ainda mais rápida. Será utópico pagar 30, 40 reais em um livro quando se tem a oportunidade de tê-lo de graça. Além do mais os e-books ainda lhe dão a facilidade de imprimir em sua própria casa, no mais glamouroso modo de "faça-você-mesmo" o seu próprio livro.

Claro, sempre existirão aquelas pessoas clássicas que gostam de sentir o peso do livro, o cheio do papel e da tinta. Essas pessoas irão dar mais um tempinho para os velhos livros de papel, da mesma forma como foi o disco de vinil.

A dica foi dada. Editoras, preparem-se!

domingo, 20 de março de 2011

Microsoft até quando???



"Estamos no limiar de uma nova era", como já dizia Bill Gates, grande visionário da computação. Bill Gates foi o precursor de tudo que está acontecendo no mundo hoje. A popularização da internet se deve principalmente ao sistema desenvolvido pela Microsoft que facilitou o uso pelo o usuário doméstico. Acontece que o provérbio citado no livro do Bill, A estrada do futuro, é mais válido hoje do que na época em que foi dito e isso, pelo menos, deveria ser uma preocupação para a Microsoft.

A internet tomou uma dimensão muito maior que programas de computador. É quase impossível hoje nós imaginarmos como seria o funcionamento de muitas empresas, mesmo que não trabalhem no ramo de TI, sem essa ferramenta. A internet modificou a forma como compramos, trabalhamos, nos interagimos com as pessoas, nos divertimos, estudamos, expressamos pensamentos... Um leque tão grande de possibilidades de realizar experiências que é quase impossível descrever tudo. E ainda tem campo para ir além. As coisas na internet surgem tão rápido (e em algumas vezes acabam na mesma velocidade) que é difícil acompanhar essa dinâmica. Empresas surgem e crescem numa velocidade inimáginável: Google e Facebook são dois ótimos exemplos. O Google tem um pouco mais de uma década e já ostenta a marca mais valiosa do mundo e o Facebook tem um pouco mais de 5 anos e valor de mercado em 50 bilhões de dólares. Em que época isso já aconteceu????

O que me incomoda é ver que algumas empresas, mais especificamente uma, não conseguiu acompanhar essa evolução. Não sei o que está acontecendo com a Microsoft. Aliás, esse nome já está ficando meio "empoeirado". Google e Apple me soam mais modernos. Claro, A Google não é somente uma empresa de busca e publicidade. Inovou com a computação nas nuvens, anexou ao seu portfólio o YouTube, o Orkut (apesar de que hoje o Orkut, pra mim, é o símbolo do descaso do Google), lançou o aplicativo com código aberto para celulares, o Android, enfim. A Apple, apesar de não apresentar necessariamente inovações, nos agraciou com produtos de design muito bons além de um bom sistema.

E a Microsoft??? Ah, lançou o Windows, uma revolução nos anos 90!!! E lançou também do Windows 95. O 98, o 2000, o ME, o XP esse usado na maioria dos computadores do mundo e.... só! O tio Bill acreditava tanto em um sistema pra ganhar dinheiro que só fez isso enquanto o resto das empresas de tecnologia do mundo de reinventaram e lançaram novas tecnologias e produtos que realmente fizeram a diferença na era pós-Microsoft, incluindo-se aí a própria Apple que é da mesma época. Notem que nos últimos tempos a Microsoft tem corrido atrás da tecnologia de outras empresas. O Zune é um exemplo. Lançado para concorrer com o Ipod da Apple teve seu fim anunciado essa semana. E ela até tentou entrar no concorrido mercado de buscas e rede social através da compra do Yahoo! o que não aconteceu. Tentou também adquirir o Facebook na época em que o site ainda não tinha a projeção que possui hoje.

É por isso que hoje em dia eu me pergunto: Microsoft até quando??? Até quando iremos ter essa marca estampada nos nossos micros? Pelo menos em uma coisa a Microsoft pode se segurar: a sua tradição. Acredito que o motivo pelo qual os computadores que rodam o Windows são mais infectados por pragas digitais é a difusão que esse sistema tem no mundo. Claro, é o mais estudado e futricado pelos nerds espalhados por aí afim de mostrar o que sabem. Só isso o torna o mais potencialmente propenso a sofrer ataques de pragas. Vai dizer que o OS da Apple é um caveirão??? Vamos amenizar aí.

Reconheço os outros produtos da empresa, claro. Xbox que concorre com o Playstation da Sony e o Wii da renovada Nintendo. A Microsoft Games também tem ótimos produtos e os caros pacotes de aplicativos do Office que tem até versões para Mac's. Mas, no geral, fica aqui minha indignação pela falta de inovações da Microsoft que em quase 40 anos de fundação só soube fazer isso.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O sistema operacional do cérebro


Carros voadores, máquina do tempo, tele-transporte, pessoas vivendo em Marte... esqueça tudo isso. Esses pensamentos e visões do futuro de muita gente já podem ser considerados obsoletos. Mais do que obsoletos, são ingênuos. Hoje uma coisa abstrata move centenas de bilhões de dólares por ano e causa uma evolução contínua de aparelhos, máquinas e softwares: a coisa abstrata é a informação. Somos ávidos por ela. Graças a nossa fome insaciável por informação hoje possuímos internet, telefone celular, e-mail, computadores, Ipad, Iphone, SMS, Twitter, streaming... é quase impossível não ficar informado hoje. Nós somos cercados de aparelhos interconectados entre si, vorazes assimiladores de dados.

Antes do nascimento do Windows acreditava-se que o hardware (a parte física do computador, o que se pode tocar) era que tinha capacidade de controlar o sistema. A partir do Windows essa metodologia foi invertida e esse foi o diferencial que levou esse sistema a ser o mais difundido em todo o mundo (além de uma brilhante cláusula imposta pelo tio Bill no contrato com a IBM, nos primórdios do TI business).

O que ninguém, talvez, ainda não tenha ousado em fazer é compara a funcionalidade de um sistema operacional com o cérebro humano. Veja a sistemática de leitura de um CD comparada com a leitura de um livro pelo ser humano.

CD
Dispositivo físico rígido com capacidade de armazenamento limitada onde são armazenados os dados de uma gravação qualquer. É posto em um dispositivo de leitura composto de uma lente emissora de raio laser que é lançado na parte "espelhada" do disco que que gira em torno de si. O raio laser bate na parte espelhada, e retorna à lente levando os sinais captados, que são transportados para um processador que assimila os dados da leitura transformando-os posteriormente em ruídos audíveis para ao ser humano.

LEITURA DE UM LIVRO
Livro é um dispositivo geralmente feito de papel (existem variações feitas de Ipad, Kindle e plástico ou das três coisas ao mesmo tempo) com capacidade de armazenamento variável e, no caso dos livros, essa capacidade não é definida por nenhuma nomenclatura mas podemos chamar de 'número de páginas'. A leitura é feita através da visão humana que capta as informações dispostas em formas geométricas convencionadas chamadas de letras. A junção das letras formam as palavras, que formam frases que dão sentido a leitura e passam uma determinada informação. Mesmo lendo em silêncio uma vozinha sempre lhe acompanha na leitura. Geralmente essa "vozinha" que lê o livro por você é sua. Essa voz é gerada pelo seu cérebro que possui um poderoso SISTEMA OPERACIONAL.

Fiz uma comparação tosca da leitura de um disco com a leitura de um livro para você ver como o funcionamento de um computador tem muito em comum com o funcionamento de um cérebro humano. O que ninguém talvez ainda ousou fazer foi mapear esse sistema e descobrir o poder que ele tem. E as comparações vão além. Sabemos que forma como os dados de um computador são armazenados e as informações são chegadas até o processador. São os formosos zeros e uns que juntos formam os bytes que dão sentido ao um processador. Mas ninguém sabe que tipos de dados viajam pela quase infinita rede de neurônios do cérebro ou como as informações que captamos do mundo são armazenadas. Não definimos a capacidade de armazenamento do nosso HD. Não sabemos se esse sistema cerebral sofre atualizações no decorrer do tempo, se são adaptáveis. E nosso "subconciente" pode ser comparado com uma BIOS? Todos os sistemas são iguais?

Imaginem a possibilidade que teríamos se desvendássemos esse sistema. Programaríamos pessoas? Quem sabe. Fica aqui, então, mais uma ideia para ser posto no hall de carros voadores e viagens marcianas pra quem ainda assiste a família Jatsons. Quem sabe o Freud tentou explicar alguma coisa e a gente não entendeu...

sábado, 15 de janeiro de 2011

Rede Globo-Record de televisão



Mais uma vez o Big Brother está no ar. Qual é a novidade nisso? Décima primeira edição de puro teatrinho de fantoches. Antes, nas primeiras edições do programa, quando o Boninho e cia. ainda não tinham muita experiência em manipulação de pessoas confinadas, armavam alguma coisa, uma festa por exemplo, e esperavam ansiosos para saberem qual seria a atitude de cada competidor. Novidade na época em que foi lançado (seria mais novidade ainda se o tio Silvio não tivesse colocado a Casa dos Artistas antes no ar) isso rendia boa audiência. Hoje a história é outra. Foi integrado à produção do Big Brother roteirista, maquiadores, criaram-se os núcleos de fotografia, edição... agora o BBB virou um programa profissional. O roteiro previamente elaborado dão o norte para os confinados.

Mais do que mostrar um programa que engana o público - sim, porque o que você vê não é a vontade dos competidores e sim de seus criadores - o BBB mostra a crise de pouco conteúdo da TV brasileira. Começa no BBB, passa pelos tenebrosos programas dominicais e termina nos telejornais. Tá tudo podre. Mas não é só isso. A rede de televisão do pastor quer copiar o "sucesso" da rede do falecido jornalista. Telejonais são feitos a la Fantástico, são gastos quinquilhões de reais para igualar as superproduções de novelas globais, maior parte financiada pelos bolsos dos generosos fiéis. Mas os programas dominicais, esses, são feitos à moda do SBT do Silvio, a inspiração vem de lá. O pastor só ainda não se deu conta de que a Globo não tem o que copiar, possui conteúdo oco. A emissora do pastor tá indo pelo mesmo caminho transformando a TV brasileira num buraco. Nem a Globo News, direcionada para aqueles que andam de focinho levantado escapou.

Quer ter uma prova de que realmente estamos vivendo uma crise de conteúdo na TV? Basta ver o Fantástico. Você imagina quadros como Menina Fantástico, Bola cheia e bola murcha, e outros que são feitos dependendo da modinha que rola no momento, há uns 15 anos atrás? Impossível. O Fantástico era apresentado pelos melhores jornalistas da Globo. Hoje pode ser qualquer um, pode até ser eu ou você, basta saber encher linguiça. Outro agravante para a Globo e que me incomoda um pouco é o fato de a Globo só se referir à ela mesma. A televisão para a Globo é a Globo e alguns canais estrangeiros. A comemoração dos 50 anos da televisão brasileira começou com a Tupi, passou pela Globo e terminou aí. É uma visão bem limitada mesmo.

Os programas de domingo são algo à parte. Na emissora do pastor, por exemplo, as mulheres são liberadas para mostrar tudo em troca da audiência. Mas lá ninguém se preocupa com os pecados. Esses são perdoados com a chegada da rentável madrugada. Aliás é a madrugada mais rentável de todas as TVs do Brasil. Com relação ao Faustão eu me indago todos os domingos "Meu Deus, até quando...". Por falar em Faustão, vou fazer minha previsão sobre sua substituição (e que isso ocorra logo): Luciano Huck irá substituir o Faustão, isso é certo. E bem que poderiam fazer logo isso. É fácil. Aliás, se retirassem o programa do Faustão do ar e colocassem uma tela escura como se fosse o vazio do espaço no lugar do programa dele, ninguém sentiria falta.

E o que seria uma TV com conteúdo pra mim? Bom, não interessa. Eu tenho minhas preferências. O fato é que, do jeito que tá está péssimo.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Zé Ramalho lança carreira no exterior de forma inusitada



O cantor e compositor nordestino Zé Ramalho, famoso pelas músicas Avohai, Chão de giz e Garoto de aluguel, tenta carreira no exterior de forma inusitada e se dá bem. Com uma ideia original, fingiu-se ser um mendigo, simulou ser entrevistado por um reporter que passava por acaso e cruzou o seu caminho, postou o vídeo no Youtube e correu pro abraço. Foram mais de 12 milhões de acessos em seis dias. Antes disso, Zé Ramalho afiou seu inglês, deixou de escovar os dentes por 6 meses e fez um estágio com mendigos norte-americanos. Em seu blogger pessoal, Zé Ramalho disse que não esperava um reconhecimento tão rápido assim no exterior. "Eles são muito bobos, acreditam em tudo que vêem na internet", escreveu o músico. Após o sucesso na internet, Zé Ramalho fechou contrato milionário com uma rede de tevê norte-americana. "Depois de trabalhar duro no Brasil, tá na hora de ganhar dinheiro", acrescentou em seu blog.

ps. Nunca devemos perder a oportunidade de fazer uma piadinha de vez em quando, né?