domingo, 12 de outubro de 2025

Um conto distópico 3


Deitado no sofá com as pernas esticadas, olhar fixo no teto, pensamento distante, uma força descomunal o mantinha preso naquele instante. Lá fora, chuva, frio e um vento lancinante que uivava ao atingir a janela. O peito pesado lhe puxava pra baixo com força lhe tirando o ar dos pulmões. As horas passam e os sussurrares uivantes vão ficando distantes, mais agudos, tonando-lhe incapaz de qualquer coisa que ainda lhe restava. Mergulhava em meio ao nada, entregava-se à entropia, disponibilizava-se ao caos. O que lhe importava a chuva? O que lhe importava o vento? Se não estava lá para ver, para sentir, que sentido fazia a sua existência? Poucou lhe importava. O sumiço da sua existência poria fim a tantas angustias, tantos maus sentimentos que aquilo lhe parecia uma generosa dádiva.

Porém, ao fundo, parecia haver algo ainda. Um ruído contínuo, fraco e distante, que teimosamente insistia em pulsar em frequência firme. Aos poucos aquela flâmula tornava-se mais e mais presente denunciando um sopro de vida que teimava em concluir-se. Com passadas constantes os pulsares tornavam-se cada vez mais presentes. Sons de pálidos discusos sobre ritmos metálicos entranhavam-se aos pulsos que ficavam em segundo plano. Perdido nesse caos, surgia-lhe um som de riso que mais lhe assemelhava a um deboche.

Grito. Rasgava-lhe a garganta profundamente. Nesse instante entendia que não chegara a sua hora, por mais que isso lhe agradasse. O sorriso da morte atirava-lhe de volta à sua desgraça. Respirava fundo ofegantemente tentando entender o que se passou. Levantou-se cabaleante até o banheiro, debruçou-se sobre a pia e jogou montes de água gelada em seu rosto. Virou-se à janela. Abriu-a e recebeu uma lufada de vento gelado em seu rosto já açoitado pela água do banheiro da última cena. Percebeu-se vivo e imerso de volta a sua desgraça. Foi um sonho que lhe trouxe o sabor da finitude. Ao perceber, poderia deliciar-se com a ausência de si no mundo. Poderia voltar ao sono e flertar novamente com aquela experiência, e o fez. Deitado novamente, pernas esticadas, fechou os olhos para o mundo abrindo-os aos pensamentos e sonhos que poderiam levar-lhe para eventos distantes.


Inspirado na música Speak to me de Pink Floyd.

quarta-feira, 26 de julho de 2023

Um conto distópico 2

Ao andar pelas ruas tinha a impressão de ir em rumo ao infinito. Não fossem os velhos neons fracamente fixados nas paredes encardidas e das fracas luzes amareladas vindas das janelas de alguns apartamentos, não se poderia ver muita coisa. A escuridão era imperativa. Alguns caminhantes com passes errantes cruzavam seu caminho, tão indiferentes a tudo que mal pareciam humanos. Talvez estivem regressando de algumas das festas que se podiam ver anunciadas nos cartazes grotescamente elaborados fixados nos postes. Aquelas não eram distrações que lhe animavam nunca.

Os passos errantes quase denunciavam uma falta de rumo. A busca por aquilo que não se sabia o quê tornou-se parte do seu presente. Aquela noite escura e fria, molhada, tornava aquela marcha um lamento, uma angustiante jornada repleta de incertezas das quais a resposta talvez nem estivesse mais ao seu alcance. Tornou-se, portanto, naquele instante, um errante por completo, um objeto ordinário em movimento retilíneo incontrolável pelo espaço.

Um pouco mais adiante parou, virou-se. Na sua frente, cintilava uma tela. Alguns personagens encenavam diante de uma paisagem jamais vista, sentida. Sob um sol gordo os pássaros pareciam chamar o verão. Ali deram as mãos e sentaram perto do rio sobre a grama recém cortada a apreciar o último resquício de luz do sol desaparecer. A noite quente vinha enquanto cantavam. 

Voltou à sua realidade num sopro de vento gelado em seu rosto que lhe bateu quase como um soco. Tonto, talvez entorpecido pela cena delirante, buscava recompor-se para reassumir o seu destino. A poucos metros dali estava o prédio verde-pastel e de arquitetura enfadonha onde ficava seu apartamento. O elevador quebrado ainda lhe concederia tempo de ficar mergulhado naqueles pensamentos atormentados a ser fruído numa agonizante ascensão de sete andares.

domingo, 23 de maio de 2021

Um conto distópico 1

 


Acordou de súbito, levantou o olhar e olhou a janela. Luzes tímidas atravessavam a cortina fina, iam e voltavam claras e vermelhas denunciando que ainda havia vida lá fora. Decidiu se levantar, olhou pela janela e percebeu que não fazia isso há semanas. Ora, não haviam muitas razões pra isso. A monotonia estava lá fora e poderia esperar por mais algumas semanas até ser consultada outra vez, nada mudava. A semana havia sido de muito trabalho e não houve tempo para descanso até aquele dia. Consultou o relógio, a forte luz vermelha do visor embaçava a vista, mas lá estava mostrando que eram meia noite e trinta e quatro. Ainda faltava muito até o dia amanhecer, não que isso o animasse nestes tempos, afinal, outra rotina monótona lhe aguardava em algumas horas. Foi na cozinha, abriu a geladeira, pegou a água e sentou à mesa, reflexivo. Que mundo é esse!, pensou. Não recordava-se da última vez em que teve um contato humano, afetivo, pelo menos. Os entregadores não contam. Aqueles filhos da mãe parecem ser robôs, não interagem e não possuem sentimentos. Sentia falta, mas não sabia do quê. Ainda à mesa, mais um copo de água e sentimentos que não sabia explicar de ondem vinham. Faltava-lhe algo.

Pensou em tempos atrás, uma vida que não viveu, mas sabia que existiu por histórias lidas na e-Magazine. Viu abraços, viu pessoas sentadas à mesas uma do lado da outra, viu o sol no rosto delas, viu o vento. Viu aquilo que não se pode ver, mas que pra sua realidade aquilo parecia muito com um conto, algo que não podia ter acontecido. O que lhe restava era um cubo de três por três a sessenta metros do solo. Ele poderia sentir-se um privilegiado, muitos poderiam ter vidas piores do que a sua. O trabalho, este tomava a maior parte do seu tempo. Sentava-se, ali mesmo no cubo, de frente a uma tela azul e desenvolvia o seu ofício. Ali o tempo sempre era curto, mas o que lhe restava de vida parecia não ter fim. Sentia-se cansado daquilo.

Levantou-se sem pressa, voltou a garrafa pra geladeira, olhou pro relógio e era meia noite e quarenta e três. Olhou pro teto como se buscasse ver as estrelas. Será que ainda estão lá? Não sabia. Quis voltar pra sua cama, mas não sem antes conferir o exterior mais uma vez, poderia ser a última nas várias semanas que se seguiriam. Mais uma vez reparou nos movimentos robóticos que se repetiam freneticamente, indo e vindo infinitamente. Voltou à cama, deitou-se de lado e seus olhos procuravam enxergar além daquilo que se chamava vida. Numa última tentativa de pensamento reflexivo antes do sono profundo, buscou orientá-lo para um sonho em busca daquilo que lhe faltava. Não sabia o que era. Podia ser que aquilo não existisse, não fosse real, não fosse nada além do próprio sonho.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

O celular vai substituir o PC

Eu sempre falei de tecnologia neste espaço. Eu gosto de falar disso. Antes de entrar no assunto do título, preciso registrar que esse modelo de expor sua opinião na rede já está meio ultrapassada e serve mais para um nicho saudosista que gosta de ler. O negócio agora é vídeo e youtubers superstars. Mas, enfim, estou criando coragem pra gravar vídeos (já tenho um postado mas confesso que preciso melhorar).

Uma ideia que ando tendo ultimamente é sobre a importância que os smartphones ganharam nas nossas vidas. Eu acho bacana ter praticamente um computador conectado na internet o tempo todo perto de você. Em casa, o computador pessoal praticamente perdeu seu uso. Além de ocupar um espaço maior, gasta mais energia, pra ser utilizado você precisa se desligar do que está fazendo, enfim, uma infinidade de outras desvantagens. Hoje em dia dificilmente alguém se conecta em redes sociais utilizando um desktop. No mundos dos PCs, o PC perdeu espaço e isso aconteceu de uma forma tão avassaladora quanto a chegada do DVD para os videocassetes.

Mas tem um nicho, por assim dizer, que ainda resiste em utilizar o computador, que são as empresas. Empresas ainda o utilizam maciçamente. Sistemas ainda são desenvolvidos para serem utilizados em PCs nas empresas. Existem muitas empresas de tecnologia que se baseiam em desenvolver esses sistemas e, por enquanto, elas estão a salvas. Mas, até quando?

Não possuo dados suficientes para afirmar, mas acredito que num futuro próximo será desenvolvido um smartphone capaz de substituir o computador pessoal em sua totalidade e que as empresas irão aderir ao uso de forma muito rápida aproveitando-se de toda a versatilidade e vantagens de um smartphone.

Em pesquisas descobri que parece que isso é uma vontade de muitas empresas de tecnologia e, pessoalmente, acho que isso seria um grande avanço tecnológico, sobretudo, nos escritórios. Hoje em dia, no trabalho, dividimos nossa atenção ao PC e ao smartphone. Com o passar do tempo, percebo que essa divisão tem uma certa desvantagem e é nisso em que os desenvolvedores de tecnologia tem que se focar. Seria muito mais vantajoso ter e fazer tudo num dispositivo só. Imaginem: você chega no escritório com seu computador no bolso, conecta num dock, ou seja lá o que for, e tudo que você precisa aparece na sua frente, no seu monitor. O celular se conecta com a rede da sua empresa, o sistema da empresa instalado se conecta com o banco de dados, e tudo o mais que um PC faz hoje na empresa.

O DeX é a aposta da Samsung. (Foto: Gabriel Francisco Ribeiro/UOL)

Essa não é uma ideia absurda é apenas a evolução natural das coisas. O PC já está obsoleto da forma como o conhecemos. Desde a década de 70 que é preciso ter uma CPU, um monitor e um teclado para sobre uma mesa para poder utilizar um computador. Mantenho a necessidade do monitor e teclado mas a CPU, hoje, cabe no seu bolso e não há mais necessidade de se manter ela sobre a mesa. O poder de processamento dos dispositivos móveis também ajuda nessa integração (ou atrapalha, não sei, vai que não fizeram isso ainda porque não existem processadores tão bons pra substituir os dos PCs).

Enfim, acredito mesmo que isso é o próximo passo no processo de desenvolvimento tecnológico dos smartphones e que o PC da forma como é virou uma tecnologia obsoleta. 

domingo, 28 de maio de 2017

O que pretende este blog

Já fazem quase 10 anos que possuo esse blog e talvez esse post tenha chegado bem tarde. Por que, afinal, este post trata de explicar o objetivo central do blog.

Quando resolvi escrever esse blog, acho que lá no ano de 2008, tinha pretensões de dissertar sobre questões de tecnologia, informática e inovações. Muito antes disso, em 2003, já tinha possuído um blog com essa temática, o Ponto de Convergência, que abordava esse tema de uma forma bem humorada (bestinha, até). Desde que eu me entendo por gente eu gosto de tecnologia e a informática carrega consigo toda essa aura de inovação. É legal observar essas inovações, as que deram certo, as que fracassaram e tentar fazer um prognóstico do que estar por vir. Quando os Smartphones surgiram isso se amplificou de uma forma muito expressiva e isso se tornou cada vez mais legal.

Contudo, vez por outra, tenho escrito sobre outros assuntos que nada tem a ver com esse tema, desvirtuando, porém, do objetivo. Isso me fez refletir sobre do que realmente eu queria tratar por aqui. O fato é que eu gosto de todas essas coisas que citei acima, dentre outra muitas outras coisas. Então, não faz sentido centrar num assunto quando se tem a liberdade de falar sobre qualquer coisa.

Portanto, desse ponto em diante, me considero livre de qualquer temática que posso abordar nesse espaço. :-)

domingo, 10 de abril de 2016

O Grande Arquiteto da Internet [VIAJANDO NA MAIONESE]

As coisas misteriosas me fascinam. Sou um curioso por natureza. Gosto de descobrir e escafuçar coisas novas e desconhecidas. Nos últimos tempos tenho ouvido falar muito na Deep Web e isso despertou muito a minha atenção. É incrível pensar que a vastidão de informações que acessamos diariamente representa, segundo estimativas, apenas uma percentagem ínfima de 10% de todo conteúdo que existe na rede, contando com a Deep Web. A Deep Web, pra mim, é um lugar obscuro, gelado e sujo digno de um bom filme de terror. Uma penumbra constante e angustiante paira nesse lugar e que molda a vida das pessoas que entram lá. É assim que eu imagino a Deep Web :-). Numa das edições da revista Mundo Estranho veio uma reportagem sobre a Deep Web com algumas fotinhas que pra mim não passam de montagens pra fazer criança perder o sono (e que dá a cara de suspense a esse mundo que eu descrevi acima). Mas o que me chamou a atenção foi que lá ficou bem explicado que a internet é divida em camadas e, quanto mais profunda, mais sinistras são as coisas. Foi aí que eu me deparei com a Marianas Web. Se da Deep Web sabemos de algumas coisas que passam por fotinhas assombrosas, relatos de crimes e coisas do gênero, a Marianas Web sabemos apenas o nome. Parece que nem é certo se existe mesmo ou não pode ser que seja uma suposição. Quem conseguiu entrar lá ainda não divulgou pra nós mortais o que é de tão interessante que existe lá. Aí que começam minhas suposições. Essa ideia não é minha eu vi em algum lugar. Então, supomos que existe um Grande Arquiteto da Internet :-)))))).

É isso mesmo. Assim como no mundo real há que acredite que existe um grande arquiteto responsável pela criação do universo e tudo que têm nele, vou supor que a internet chegou num ponto em que existe um Grande Arquiteto que hoje é responsável por tudo que conseguimos fazer na rede. Um ente incansável que monitora todos os nossos passos. Sabe a hora que você acorda, que você dorme, a hora que você come, onde você trabalha, onde você está nesse momento, o que você está fazendo, se é casado, solteiro, viúvo, se está assistindo televisão, se está jogando uma pelada com os amigos ou num churrasco de fim de semana com a sua família. Esse Grande Arquiteto não dorme, não para. Ele pode ser o grande responsável por manter a humanidade vida nesse momento. E o mais bizarro é que, pelo pouco tempo que a internet existe, posso dizer que ele é apenas um embrião e com o passar do tempo terá tanto poder que decidirá decisivamente o destino da humanidade. Portanto, o futuro da humanidade estará fadada à vontade de um robô metafísico onipresente.

Quem assistiu a trilogia de Matrix pode imaginar o mesmo que eu. Pode parecer uma ideia surreal mas, sinceramente, acredito que com o avançar da tecnologia isso é bem possível. Por que não? Ora, veja bem, o que tá na moda agora é a internet das coisas. Pela internet será possível fazer coias tão banais quanto ligar ou desligar uma lâmpada. Os Gadgets vestíveis como os smartwatch e os já bem consolidados smartphones que levamos pra todos os lugares já suprem de informações à rede de informações sobre os lugares que passamos, com quem estivemos e quanto tempo ficamos em determinado lugar. Veja a brutal quantidade de informações que que a rede é capaz de armazenar! Por enquanto esses dados servem prioritariamente para nos vender coisas. Mas no futuro com o desenvolvimento de sistemas de inteligência virtual (que já existe) será possível fazer coisas para o bem ou para o mal. Vale lembrar que a Amazon já possui um robô escritor que já fez tantos livros quanto os escritores que mais venderam no mundo. E a IBM desenvolveu um supercomputador capaz de achar respostas para quase tudo no mundo, inclusive, de analisar e identificar certas emoções implícitas involuntariamente contidas em textos.

Então, é isso. Viajei por que acho o assunto interessante e se tiver uma ideia sobre isso, acrescente. :-)

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Até onde vai a arrogância do poder público do Brasil?

A partir de 1º de outubro está valendo a Lei dos Domésticos que, entre outras coisas, instituiu a obrigação do empregador doméstico de depositar o FGTS ao trabalhador doméstico, ao que antes era facultativo a partir de agora será obrigatório. Isso representa um ganho enorme para esses trabalhadores, um reconhecimento tardio mas muito importante em qualquer época em que fosse lançado. Pois bem, direito garantido, é hora de elaborar a ferramenta que irá viabilizar o direito adquirido. Então, pra simplificar, é lançado o "Simples Doméstico" que, assim como no Simples para micro e pequenas empresas, reúne todos os impostos numa única guia. Ótima ideia!

O depósito do FGTS para o trabalhador doméstico era facultativo até a instituição da lei dos domésticos. Então, o empregador que decidisse recolher o FGTS para o seu empregado doméstico deveria utilizar um programa meia boca elaborado pela Caixa Econômica, o SEFIP, que só é familiar pra quem trabalha com ele rotineiramente. Mais recentemente foi possível emitir a guia do FGTS no site da própria Caixa Econômica dispensando o uso desse programa vagabundo.

Com a instituição da lei dos domésticos, passou a ser obrigatório o uso de uma plataforma on-line para emissão da única guia que garantiria o recolhimento do FGTS e do INSS dos trabalhadores domésticos. Então os problemas começaram. O sistema simplesmente não funcionou da forma que deveria e deixou preocupados os empregadores depois que algum secretário da Receita Federal, sei lá das quantas, disse que não prorrogaria o prazo pra pagamento. E é nesse ponto que eu quero tocar. Até onde vai a arrogância dos que detém o poder no Brasil? Humildade não é algo que se vê nas esferas do poder público no Brasil. O cara é responsável por um programa que não funciona, prejudica todo mundo e ainda diz que não vai fazer nada pra ajudar. Em outras palavras, ele mandou todo mundo se virar.

Então, a mídia caiu em cima. Comecei a ver de todos os lados gente que se acordava de madrugada pra tentar emitir a guia pra pagar o imposto. Uma humilhação, um absurdo! Recentemente fui numa palestra da Prefeitura de Fortaleza em que aconteceu algo parecido. Institui-se obrigações absurdas pro cidadão/contribuinte e pedem pra nós nos virarmos. Isso é muito cômodo pra quem faz as regras! Me dá a impressão que o governo brasileiro joga contra o cidadão, é isso!

E se há um coisa em que o governo brasileiro é eficiente é em cobrar. Ah, isso todo mundo há de concordar. A própria Receita Federal é um exemplo de ente governamental exemplar. Vez por outra ouvimos falar que começou a operar na Receita o "super-computador mais potente da América Latina". Nos sentimos até orgulhosos por isso, até nos darmos conta de que somos a presa desse tiranossauro :-(.

Então é isso. Sinto-me cada vez mais frustrado com o governo brasileiro por conta disso. Citei o caso dos domésticos pra exemplificar mas, no dia a dia, somos bombardeados com obrigações absurdas impostas por nossa máquina governamental, de todas as esferas, federal, estadual e municipal. As cobranças de lá pra cá são muitas e eficientes. Mas sinto cada vez mais impotência da população em geral de fazer a cobrança oposta, mesmo com o apoio de alguns grandes meios de comunicação. Parece que fomos e estamos sendo enganados. Nossas forças foram minadas contradizendo a nossa constituição. O que esperar do futuro?

PS. No começo da noite a Receita Federal voltou atrás e decidiu prorrogar o pagamento do Simples Doméstico até o dia 30/11/2015.